Acredito nesta hipótese.
Imaginem a seguinte situação narrada na Biblia:
“Acordou o todo poderoso em uma manhã sombria (pois a luz ainda não existia), recebeu do sponsor o Project Charter da Criação do Universo e incansavelmente pôs-se a trabalhar.“
Projeto de 7 dias. Fácil.
Objetivos: criar tudo! Do NADA ao TUDO.
Porque foi fácil? A resposta também é fácil: Não haviam Stakeholders! E sem stakeholders, sem mudanças também!
Com todo o poder que ele tinha, foi só piscar os olhos e sair criando o Universo. Mas não havia ninguém a quem agradar(ou desagradar). Bem, ainda me pergunto quem foi o Sponsor, mas isto não importa. O importante é que ele fez.
Se deparou com a primeira mudança de escopo ao criar Adão – o primeiro Stakeholder.
Sim! Ou melhor, Não! A mulher não fazia parte da definição original do escopo. Ao criar o primeiro stakeholder, Deus criou também a complexidade na gestão de projetos.
Adão: “Ó Senhor, todo poderoso que me deu a vida e todas as coisas deste mundo, suplico-te: dá-me companhia e alguém para partilhar as alegrias deste paraíso.”
Querem prova maior que contentar stakeholders não é fácil???
Mas Deus foi sábio e, para limitar as requisições de Adão, apresentou as constraints: Prazo, Custo e Escopo.
Sobre o Prazo, Deus disse: “Adão meu filho, criado a minha imagem e semelhança e que sozinho anda pelo paraíso: O prazo é fixo! Não posso atrasar meu projeto. Isto seria inaceitável para o todo poderoso. O que iriam dizer sobre mim? E minha avaliação de performance?”
Sobre o Custo e o Escopo: “Adão, minha mais perfeita criatura e que deseja companhia, o custo is up to you! E o Escopo é limitado pelo Prazo e pelo Custo. Diga-me quanto queres gastar que lhe direi o que posso fazer com o tempo que disponho.”
E da costela de Adão, Deus fez Eva.
E foi uma ótima mudança de escopo eu diria. O que seria do mundo sem as mulheres?
Mas voltando a história, vejam o quão importante é o controle integrado de mudanças.
Deus foi tão eficiente que, em um projeto que tinha tudo para dar errado, ele adiantou o cronograma e descansou no último dia. Para tal ele teve que saber gerenciar os stakeholders – um aparte: alguém já se perguntou como deve ter sido a requisição original de Adão sobre como deveria ser Eva??? Melhor os homens nem pensarem sobre isso – Deus também teve que lidar com EVA e do alto de sua onipotência(*) soube empurrar as requisições de mudança de EVA para um projeto seguinte (que aliás, nunca foi aprovado).
É como eu sempre digo: Gerenciar projetos é fácil. O difícil é gerenciar os stakeholders e as mudanças….
Obviamente que não estou dizendo que os stakeholders são o problema. Muito pelo contrário. Eles são a solução. De modo geral, o sponsor patrocina o projeto para atender os stakeholders (talvez nem todos). O problema é não saber gerenciar os stakeholders, suas expectativas e solicitações de mudança.
Nos inspiremos Nele ao lidar com este assunto.
PS: Já se Deus fosse Program Manager, teria sido demitido por performance insuficiente devido ao Episódio da Maçã que ocorreu após o Projeto da Criação…. mas esta é uma outra história.
(*) Deus era Onipotente, Onipresente e Onisciente, não é isto?
–
Nota: Escrevo em formato de crônica e não necessariamente esta é minha real opinião. Tampouco pretendo que todos concordem com meu texto. Mas seria muito bom ver os comentários de vocês sobre o assunto.



